sábado, 30 de março de 2013

“Ele não sabe mais nada sobre mim. Não sabe que o aperto no meu peito diminuiu, que meu cabelo cresceu, que os meus olhos estão menos melancólicos, mas que tenho estado quieta, calada, concentrada numa vida prática e sem aquela necessidade toda de ser amada.

Ele não sabe quantos livros pude ler em algumas semanas. Não sabe quais são meus novos assuntos nem os filmes favoritos. Ele não sabe que a cada dia eu penso menos nele, mas que conservo alguma curiosidade em saber se o seu coração está mais tranqüilo, se seu cabelo mudou, se o seu olhar continua inquieto.

Ele nem imagina quanta coisa pude planejar durante esses dias todos e como me isolei pra tentar organizar todos os meus projetos. Ele não sabe quantos amigos desapareceram desde que me desvencilhei da minha vida social intensa. Que tenho sentido mais sono e ainda assim, dormido pouco. Que tenho escrito mais no meu caderno de sonhos. Que aqui faz tanto frio, ele não sabe por mim.

Ele não sabe que eu nunca mais me atentei pra saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre. Ele não sabe que eu entendi que se eu resolver a minha dor, ainda assim, poderei criar através da dor alheia sem precisar sofrer junto pra conceber um poema de cura.

Hoje foi um dia em que percebi quanta coisa em mim mudou e ele não sabe sobre nada disso. Ele não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha. Ele não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia: ele nem imagina que foi ele quem me ensinou esta alegria.”

Marla de Queiroz

Efeitos de um primeiro amor


 
Eu te adicionei no facebook e nós começamos a conversar, porque eu fui corajoso e eu tomei a iniciativa. Mesmo sempre tendo a sensação que estava incomodando, não conseguia me conter e sempre lhe chamava, mesmo quando não tivesse assunto algum. Não importava o assunto, eu só queria arranjar uma maneira de conversar com você. E todas as vezes que você respondia com carinho e atenção, meu coração acelerava de forma surpreendente. Porém, toda essa conversa foi longe demais e eu me apeguei a você de tal forma que não deveria. Passei a te amar e desde então, não consegui mais controlar os meus sentimentos. 
Eu não me arrependo de ter feito tudo aquilo que fiz, porque eu sei que tudo o que eu fiz foi para tentar chamar sua atenção e te mostrar de alguma forma que queria conversar, queria sua atenção e que sentia algo - muito - especial por você, por mais em vão que tudo tenha sido. E eu sei que fui bobo e ingênuo ao ponto de pensar que um dia você poderia se interessar por mim, pelo menos um pouco daquilo interessei por ti. Acredite ou não, você foi o meu primeiro amor e, infelizmente, acabou se tornando também a minha primeira desilusão amorosa. Hoje eu tenho certeza: não sabia o que era amar e sofrer por amor, antes de lhe conhecer.
Eu, como qualquer bobo apaixonado, já quis tanta coisa e mentalizei muitos planos para nós, mas eu estou tentando ao máximo parar com isso, pois eu sei que se continuar, irei aumentar ainda mais a minha dor, por não poder realizar cada um desses sonhos ao seu lado. Então, eu achei melhor cortar o mal pela raiz e não fazer mais nenhum plano que envolva nós dois, juntos.
Mas, apesar de tudo, eu não consigo lhe odiar por todo esse sofrimento e lhe desejo, do fundo do meu coração, toda a felicidade do mundo, mesmo que isso me custe a dor de te ver sendo feliz ao lado de outra pessoa. E talvez o amor seja justamente isso: querer o bem e a felicidade do outro, independente de qualquer coisa ou situação.
Confesso também que choro por você todas as vezes na hora de dormir, na tentativa de as lágrimas levarem toda a dor dentro de mim. Está sendo inútil e até agora, nenhum resultado. Mas eu não vou desistir, pois qualquer tentativa de esquecer, já é boa - e confortante - o suficiente para que eu a deixe escapar. E amanhã eu espero voltar a fazer aquilo que não faço durante meses: sorrir.
Agora preciso ir me deitar, pois o choro já está começando a surgir e eu não quero, em hipótese alguma, que alguém me veja chorar. Por isso eu choro no escuro e quando estou prestes a dormir: para que ninguém veja o quão fraco eu sou.
Até qualquer hora, meu amigo (posso lhe chamar assim?) leitor.
Texto escrito por: Lyvia Rodrigues 

terça-feira, 26 de março de 2013





Sinto saudades de quem não me despedi direito, das coisas que deixei passar, de quem não tive mas quis muito ter.
- Clarice Lispector.

Se passa o dia, o tempo e conto as horas, e eu sem perceber
Que estou parado vendo o seu retrato, e não vou mais te ver
E vou tentando aceitar (...)

 Bruno e Marrone

sábado, 2 de março de 2013


" Há medo em meu jardim, pois uma rosa disse adeus pra mim... Mas tudo tem um fim eu sei, só não sonhava que seria assim (...) " Rosa de Saron.



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É dificil dizer realmente quem sou na verdade... Pois assim como o tempo passa, as coisas mudam, Eu sinto que mudo com elas. Estou em constantes mudanças... Talvez não por que quero, mas sim por que é preciso. Sinto que cada dia, eh uma nova descoberta de saber quem realmente Sou. Obrigado Pela visitaa. Volte sempre. Beijokas. Tamires Rangel ♥